Frio 'incentiva' o consumo de feijoada
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O momento é mais do que oportuno para as pessoas que aguardavam a chegada do frio para saborear uma feijoada. A queda da temperatura nos últimos dias contribuiu para aumentar a procura por todos os ingredientes do prato brasileiro mais típico.
A dona de casa Madalena Soares Cateoni foi ao supermercado comprar feijão preto, paio, linguiça, pé de porco, costelinha defumada e farofa pensando na feijoada que iria preparar para a família. Na hora da compra, ela diz que procura unir o útil ao agradável. ''Prefiro os ingredientes de boa qualidade, mas que não custem tão caro''. Em poucas palavras, Madalena diz como prepara a feijoada: ''Coloco tudo para dessalgar, depois afervento, cozinho o feijão, vou refogando e misturo os ingredientes ao feijão''. Ela diz que em sua família ninguém se preocupa com o detalhe da feijoada ser um prato altamente calórico. ''O pessoal em casa come bastante feijoada. Ninguém se preocupa com dieta não. É por isso que faço só de vez em quando. Agora que a temperatura baixou, que está friozinho mesmo, é a época legal''.
O engenheiro agrônomo Edson Dornellas leva em conta a marca e o estado de conservação dos alimentos quando compra ingredientes para feijoada. ''Dá para perceber a diferença entre os produtos, e hoje a gente tem que ficar em cima da qualidade se quer um bom resultado''. Para evitar problemas, Dornellas prefere os ingredientes com as marcas tradicionais, ''as marcas mais conhecidas''. Além das carnes suínas, defumados e linguiças, ele diz que não pode se esquecer a farofa, a couve, a laranja e o limão para a caipirinha. ''O tempo frio está próprio para o consumo de feijoada; é uma comida bem calorosa''. Dornellas afirma que em sua casa todas gostam de feijoada e como o consumo é apenas esporádico, ninguém leva em conta o aumento de calorias. ''O pessoal já se previne; faz um regime antes''.
A bancária Márcia Bordin estava com sua mãe, a dona de casa Florentina Castilho, comprando os mesmos ingredientes da feijoada, mas que seriam usados no preparo de um ''pucheiro'', um prato de origem espanhola. ''É como se fosse uma feijoada, só que é feijão preto é substituido pelo grão de bico'', disse Márcia enquanto a dona Florentina escolhia todos os produtos cuidadosamente. A bancária iria reunir ''umas 25 amigas'' para saborear a ''feijoada branca''. Márcia diz que faz companhia para a mãe apenas na hora de comprar os ingredientes. ''Quem prepara tudo é a minha mãe porque ela tem todo o conhecimento, é herança que vem da família. Eu atuo apenas como auxiliar''. E para manter o ''equilíbrio'', Márcia diz que sua mãe também prepara a feijoada tradicional em outras ocasiões.
Consumo deve ser esporádico
A nutricionista Clísia Mara Carreira define a feijoada como um prato bastante forte. Segundo ela, a feijoada é mais calórica que o alimento normal por causa da utilização excessiva dos derivados de carnes suinas. Por ter estas características, Clísia afirma que a feijoada não é indicada para pessoas que tenham doenças coronárias ou tendência à obesidade. É um prato que tem muita gordura saturada, maléfica ao coração.
Clísia diz que as pessoas geralmente preferem consumir a feijoada em dias frios, quando têm mais apetite. Para ela, o problema maior não está no aumento do número de calorias e sim na redução das atividades físicas porque as pessoas deixam de praticar exercícios quando cai a temperatura. Por isso, ela recomenda que o consumo de feijoada seja esporádico e não toda semana como faz parte da cultura do brasileiro.
A nutricionista afirma que existem outras opções de feijoada para quem tem problemas cardiovasculares ou querem apenas saborear o prato sem deixar de lado o regime alimentar. As duas alternativas citadas por Clísia são a feijoada light e a feijoada vegetariana. O leitor poderá encontrar as receitas das duas feijoadas no site www.folhadelondrina.com.br. (E.A.)
Acesse as receitas aqui.
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