Frio faz preço de hortifruti subir
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quinta-feira, 23 de junho de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
As temperaturas mais baixas dos últimos dias já refletiram nos preços de verduras e legumes. Segundo informações da Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa), o consumidor já está pagando mais caro por diversos produtos como a couve-flor, beterraba, cenoura, jiló, abóbora verde, pepino japonês, quiabo, tomate e vagem. Seguindo o caminho inverso, a abóbora paulista e abóbora cabotiá tiveram um decréscimo de 20% e 17%, respectivamente, em seus preços. O mesmo ocorreu com as folhosas.
Em tendência de alta, o preço do tomate está sendo reajustado desde o início da semana e, ontem, a cotação atingiu os R$ 12, a caixa. Há uma semana, a caixa do produto era comercializada a R$ 10, o que representa um aumento de 20% em apenas uma semana. O preço do jiló também está subindo dia a dia. De R$ 10 a caixa - valor comercializado no último dia 16 - foi para R$ 15 ontem. O quiabo é outro legume cujo preço vem subindo. A variação foi de 60% em quatro dias. Desde o início desta semana, outros produtos que tiveram seus preços reajustados foram a beterraba, a vagem, o pepino japonês e a couve-flor que subiram, em média, 20%.
Para escapar da alta de preços da Ceasa, os supermercados estão encontrando algumas alternativas para oferecer preços baixos aos clientes. Um estabelecimento de médio porte, localizado no Centro, por exemplo, decidiu eliminar os atravessadores e passou a comprar direto dos produtores. Alguns resultados já começaram a ser sentidos, como a redução dos preços da batata e da laranja.
Já o gerente de perecível de um supermercado de grande porte, Adair Teixeira, informou que o preço dos hortifruti estão em constante variação desde o mês passado. ''É sempre a mesma desculpa, a chuva ou a seca'', disse. Segundo ele, o preço de legumes e verduras têm caído, ao contrário dos valores das frutas, que estão aumentando. ''Os preços da batata, da cebola e do tomate estão caindo, já os valores da maçã e da poncã estão subindo'', comentou.
Talvez a variação de preços é sentida, principalmente, pelos consumidores que costumam fazer suas compras em mercados pequenos, instalados em bairros. Com menor poder de compra e menos movimento, esses estabelecimentos são obrigados a repassar aos consumidores a alta dos produtos no atacado. Segundo Paulo Sergio Oliveira, proprietário de um mercado localizado no Jardim Tókio, zona oeste, nesta semana produtos como a abobrinha, cenoura, couve-flor, chuchu, beterraba e pimentão tiveram seus preços reajustados. No caso da abobrinha, por exemplo, o aumento foi de 200%. Já o pimentão subiu 50%.
No entanto, outras verduras tiveram seus preços reduzidos. Isso ocorreu, no geral, com as folhosas como alface, rúcula, agrião e almeirão. A explicação é a grande produção aliada ao clima favorável e à queda no consumo. Segundo os supermercadistas, tradicionalmente, no inverno, caem as vendas de verduras utilizadas em saladas. Nesta época do ano, a procura maior recai sobre os legumes, muito usados em sopas e pratos quentes.
Para fugir dos aumentos de preços, a saída encontrada pelos consumidores é aproveitar as promoções dos supermercados. O comerciante Renato Prado Pierri costuma comprar cebola e tomate, produtos que são utilizados em sua pizzaria. ''Hoje (ontem) o tomate e da cebola estão baratos, mas toda semana há variação de preços'', comentou. O empresário Tarcísio Damião é outro que só costuma ir aos supermercados para aproveitar as promoções. ''Tudo subiu muito é o único jeito é aproveitármos os preços mais baixos'', afirmou.


