Frigoríficos de Mato Grosso do Sul demitem funcionários e reduzem o abate. O Estado é o maior produtor de gado de corte, com 3 milhões de cabeças/. As empresas alegam atravessar crise provocada pela competição com empresas de São Paulo e dificuldades de exportação.
Os 28 frigoríficos do Estado empregam 7.500 pessoas e movimentam cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano, segundo o presidente do Sindfrio (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados no Mato Grosso do Sul), Jorge Caetano.
O diretor do frigorífico Swift Armour (o maior do Estado), Daureci Mellero, disse que aguarda a liberação de um financiamento de exportação para em janeiro retomar os mesmos patamares de abate anteriores a outubro. O frigorífico reduziu seu abate em 50% (estacionando em 600 cabeças/dia) e demitiu 250 funcionários.
Ontem o Sindicato Rural de Campo Grande entregou ao governo do Estado um pedido para incentivar a entrada de frigoríficos de São Paulo e Paraná, para comprar bovinos no MS. Os frigoríficos paulistas têm pago até R$ 27/arroba, enquanto os de Mato Grosso do Sul oferecem de R$ 25. A diferença é provocada pela carga tributária. No Mato Grosso do Sul, a alíquota de ICMS é de 7% para gado com osso e 6% para o desossado, enquanto em São Paulo a taxa é de 2%.

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