Frigoríficos pedem liberação do trânsito de bovinos Vânia Casado De Curitiba O Sindicato da Indústria da Carne do Paraná (Sindicarne) entrou ontem com pedido, em Brasília, de flexibilização do trânsito de animais vivos e de carne com osso do Mato Grosso do Sul para São Paulo. O documento foi enviado ao secretário Nacional de Defesa Sanitária, Luiz Carlos de Oliveira, que está sendo pressionado por pecuaristas e donos de frigoríficos a abrir as fronteiras da zona tampão para a área livre. O ato está sendo estudado pelos sindicatos de frigoríficos dos demais estados que compõem o Circuito Pecuário Centro-Oeste e pode ser reforçado com a adesão dessas entidades após o carnaval. O documento enviado ao ministério da Agricultura pede que seja incluída a ‘‘Análise de Risco’’ no processo de liberação do trânsito de animais, prevista na portaria 43, sobre a importação de bovinos vivos para abates procedentes das zonas ‘‘ tampão’’ para as zonas ‘‘livre’’. Enquanto isso não acontece, a indústria paulista está acumulando prejuízos superiores aos já constatados no Paraná. Com a demarcação dos estados entre áreas tampão e áreas livre de aftosa a diferença de preço do boi gordo entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, que era de R$ 1,00 a R$ 2,00 na arroba, aumentou para R$ 5,00. Com isso o prejuízo dos frigoríficos paulistas está atingindo R$ 85,00 por animal. Na região Oeste de São Paulo, próximo a fronteira com o MS, as indústrias estão parando por falta de matéria-prima. Isso porque com a proibição de enviar os animais vivos para abate em São Paulo, o preço da arroba do boi caiu para R$ 32,00 em Mato Grosso do Sul, que passou a abater seus animais e enviar a carne desossada, que tem trânsito permitido. Ocorre que os frigoríficos paulistas, assim como os paranaenses não estão conseguindo competir com essas cotações porque o boi gordo passou a ser valorizado nos estados considerados áreas livres de febre aftosa.