Frigoríficos param o abate
Os protestos dos caminhoneiros afetaram, no segundo dia, diretamente as indústrias frigoríficas do Oeste paranaense, que precisam ser abastecidas diariamente por animais para o abate. E também as que atuam no sistema de integração com os produtores, que precisam enviar-lhes rações, sob pena de perecimento dos plantéis. O setor de frangos é o mais atingido, pois as indústrias na região próxima a Cascavel absorvem aproximadamente 1 milhão de cabeças/dia.
Ontem, muitos caminhões com frangos ou rações (além de outros perecíveis) foram retidos nos locais de manifestações. Em Cascavel, no trevo das BRs 277, 369 e 467, respectivamente de ligação Foz do Iguaçu-Paranaguá, com o Norte do Paraná e com a fronteira com o Mato Grosso do Sul e Paraguai. Os outros locais são as cidades de São Miguel do Iguaçu, Céu Azul e Guaraniaçu, às margens da BR-277.
Em Cascavel, onde havia cerca de quinhentos caminhões estacionados, diretores de empresas como a cooperativa Coopavel, Globoaves/Chapecó, e Sadia (de Toledo), convenceram líderes dos caminhoneiros da necessidade de liberar a passagem de caminhões com frangos ou com rações para estes. Os diretores formalizaram proposta para que esta liberação fosse estabelecida diariamente entre meia-noite e 6 horas - o que foi aceito.
Os caminhoneiros decidiram não mais liberar a passagem de ônibus que transportem encomendas, pois eles estavam sendo utilizados como alternativa para despacho de indústrias para revendedores. (Paulo Pegoraro, de Cascavel)

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