Frigoríficos dão férias; produção tem queda de 50%
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Agência Folha 
Os frigoríficos do país começaram a dar férias coletivas a seus empregados e a remanejar pessoal para enfrentar a queda na exportações de carne brasileira ao Canadá, EUA e México.
O boicote resultou numa redução de até 50% no abate de animais e no fechamento temporário de abatedouros dos frigoríficos mais dependentes do mercado externo.
A suspeita do Canadá de que a carne brasileira poderia estar contaminada, o que não foi até agora comprovado, levou México e EUA a suspenderem também as compras de carnes do Brasil. Os dois países precisam seguir a decisão do Canadá, segundo normas do Nafta, acordo de livre comércio na América do Norte.
O Frigorífico Bertin, o maior do país, com 3.500 funcionários, concedeu férias coletivas a 120 empregados que operavam na linha destinada à exportação ao Canadá. Outros cem empregados foram remanejados para outras linhas, destinadas ao envio de produtos à Inglaterra, Alemanha e outros países que não cortaram as compras do Brasil.
O Bertin informa que a decisão foi motivada pela redução de embarcação de carnes ao mercado canadense. Alguns empregados iam tirar férias e aproveitamos este momento para dispensá-los temporariamente, diz Marco Becchieri, gerente de exportação.
O Frigorífico Minerva, de Barretos (SP), que exporta cerca de 40% da produção, reduziu em 20% o abate de animais. A companhia exporta para os EUA e países da Europa e do Oriente Médio cerca de US$ 4 milhões por mês.
Há uma confusão no mercado. Nós paramos de comprar animais por alguns dias, e os fazendeiros também não estavam querendo vendê-los, afirma Andrew McNabb, gerente.


