Frigorífico recebe missão européia
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O Frigorífico Garantia, localizado em Maringá (Noroeste), recebe amanhã a visita da missão técnica da União Européia, que irá avaliar os frigoríficos do Estado. Desde que a carne paranaense foi embargada, devido às suspeitas de febre aftosa, o frigorífico reduziu pela metade os abates e o quadro de funcionários. Hoje, os europeus visitam os frigoríficos de Paranaguá (Litoral), acompanhados por técnicos da Superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa) de Curitiba.
''A nossa expectativa é que os técnicos europeus vejam que a nossa realidade é outra. Acredito que a missão trará benefícios para o Estado, para os produtores e para os frigoríficos'', afirma Pedro Cacildo Pascutti, gerente-administrativo do Garantia. Até outubro o frigorífico abatia cerca 1,1 mil cabeças por dia. Atualmente, esse número varia de 500 a 600. O estabelecimento empregava cerca de 1,1 mil trabalhadores; hoje são 550. As demissões ocorreram de forma escalonada a partir de outubro.
A crise ainda fez o frigorífico perder contratos que já estavam assinados com a União Européia e com a Rússia, os dois melhores mercados consumidores. ''Os preços pagos na Europa e na Rússia são melhores. Nesses locais o preço da carne até subiu porque diminuiu a oferta'', diz Pascutti. No entanto, o frigorífico continua exportando para países do Oriente Médio, Hong Kong, Albânia, além de atender o mercado interno.
Na avaliação de Pascutti, os bovinos considerados focos de aftosa deveriam ser abatidos. ''Não temos outra saída porque o Ministério (Mapa) não vai voltar atrás no diagnóstico'', opinou. Além de fazer a inspeção técnica nos frigoríficos, ele disse que os europeus irão avaliar a rastreabilidade dos bovinos, o controle de sanidade e a estrutura do frigorífico.


