Até dezembro deste ano entra em funcionamento em Londrina um frigorífico especializado em exportação de carnes nobres. O frigorífico terá capacidade inicial para abater 200 animais/dia e vai gerar 200 novos empregos. O investimento previsto é de R$ 1 milhão. O frigorífico vai se chamar São José e usará as instalações de 7 mil metros quadrados do antigo Frigozé, desativado há cerca de nove anos.
Segundo o empresário Natel Gomes de Oliveira, responsável pelo investimento, o frigorífico destinará a produção ao mercado externo, bastante carente de produtos de origem animal. O Brasil tem hoje 165 milhões de cabeças, o maior rebanho comercial do mundo. Atualmente o maior exportador de carne bovina são os Estados Unidos.
De acordo com o empresário, a instalação do frigorífico em Londrina é uma antecipação a uma tendência de mercado. ‘‘Temos de exportar para fazer divisas, acredito que o Brasil pode ser uma grande potência nesta área’’, afirmou o empresário. Segundo ele, tão logo as instalações sejam concluídas, ele pretende procurar um parceiro comercial, que será o responsável pela compra da produção.
Segundo Natel, ainda não existe uma definição sobre qual País seria o virtual comprador da carne. Ele explicou que os cortes obedecerão à tendência do mercado, ou seja, serão feitos conforme a preferência e o hábito de consumo de determinado País. O empresário afirmou que os animais serão adquiridos em regiões liberadas pela febre aftosa. ‘‘Porém faremos todo o possível para comprar no Paranᒒ. A expectativa é de que o Estado seja considerado área livre da doença até o final deste ano. O empresário informou que, somente num raio de 500 quilômetros de Londrina, existem 10 milhões de cabeças.
O prefeito Antonio Belinati fez uma visita às instalações do novo frigorífico, ontem pela manhã, e disse que o município pretende colaborar com o novo investimento. Segundo o prefeito, o apoio será dado através da secretaria municipal de saúde e Autarquia do Meio Ambiente (AMA). Ele destacou também que o governo estadual, através da Sanepar, deverá estar atuando para que ocorra uma liberação rápida das instalações do empreendimento. O prefeito disse ainda que tem expectativa que o frigorífico, que contratará inicialmente 200 trabalhadores, possa aumentar seu número de empregos para 900, como era o quadro de funcionários do antigo Frigozé.

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