Frigorífico de Agudos do Sul vai fornecer coelho ao Carrefour Vânia Casado De Curitiba O Frigorífico Kaisen, que abate coelhos em Agudos do Sul – região Sul do Estado – fechou um contrato exclusivo com a rede de hipermercados Carrefour para fornecimento de coelho ‘‘ecológico’’, com selo de garantia. O valor foi firmado em R$ 7,50 o quilo de carne e o supermercado deverá comprar 8 toneladas por mês para abastecer as lojas em todo o País. O coelho ‘‘ecológico’’ foi desenvolvido a partir de uma parceria entre o Carrefour, a PUC de Curitiba e a Cooperativa Agrária Entre Rios, de Guarapuava, para se enquadrar na linha de produtos saudáveis que recebem o selo ‘‘Garantia de Origem’’, conferido pelo hipemercado. Esse selo indica que o produto teve sua rastreabilidade conferida desde a origem e que o produto tem qualidade e sanidade suficiente para ser comercializado em qualquer loja do Carrefour, presente em 21 países, desde que tenha volume suficiente para sustentar um contrato de exportação. Os animais são produzidos por 247 produtores rurais da região metropolitana de Curitiba, Mafra e no Sudoeste. Eles se propõem a criar os animais com toda a tecnologia e clásulas sociais recomendadas pelo mercado internacional. A ração foi desenvolvida pela Cooperativa Agrária Entre Rios e sua composição tem apenas produtos naturais. A sanidade das instalações é rigorosa com controle de ratos e o meio ambiente não pode ser agredido. Outra cláusula é a ausência do trabalho infantil, contou Mário Mendes, diretor da Kaisen Coelhos. Segundo Mendes, a Kaisen é a maior abatedora de coelhos existente no País e vem atendendo o crescimento da demanda. A empresa começou a produção em outubro de 1996, com o abate de 500 coelhos por semana. ‘‘Foi necessário um trabalho de conscientização que o produto é saudável e natural, para convencer o consumidor. A carne de coelho tem baixíssimos teores de gordura e colesterol, alto valor nutritivo e fácil digestão, características atualmente exigidas pelo mercado consumidor’’, salienta. Atualmente o frigorífico já produz 8.000 coelhos, sendo que nem todos são ecológicos. Os coelhos ‘‘normais’’ também são direcionados para os grandes supermercados das todas as regiões do País. Mendes disse que a meta da empresa é utilizar toda a capacidade instalada que permite um abate de 15.000 coelhos por semana, num só turno, o que corresponde a um fornecimento de 200 toneladas de carne por mês. Os produtores entregam os animais para abate por R$ 2,00 o quilo, o que permite uma margem de lucro de R$ 0,90 por quilo. O frigorífico arca com os custos de transporte, desde a retirada dos animais das propriedades até a entrega da produção nas lojas de supermercados. Para isso mantém uma logistica de transporte e câmara de frio em São Paulo, cidade que funciona como enteposto para distribuição do produto para outros mercados do país. Os produtores arcam com os custos dos insumos e mesmo assim a atividade é rentável, afirma Mendes.

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