Curitiba - Terminou ontem o prazo para os interessados se habilitarem na compra do armazém frigorífico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), localizado na Cidade Industrial de Curitiba. O preço mínimo estabelecido em edital foi de R$ 6 milhões.
O superintendente do órgão no Paraná, Jorge Argemiro Dias, acredita que a crise financeira foi a responsável pelo fracasso da venda. Ele não considera que o preço mínimo pedido esteja fora da realidade. ‘‘O imóvel foi avaliado pela Caixa Econômica Federal e o preço estabelecido no edital está dentro dos valores de mercado. O frigorífico precisa de uma modernização, mas não pode ser considerado ultrapassado’’, defende.
Segundo Dias, no início da próxima semana a diretoria do órgão deve definir que rumo dar ao processo de venda do frigorífico de Curitiba. Mas ao que tudo indica, a Conab vai republicar o edital.
Na próxima quarta-feira vence o prazo para apresentação de propostas para compra do armazém de Goioerê, cujo preço mínimo é de R$ 485 mil. A Conab também está vendendo os armazéns de Ponta Grossa (R$ 3,5 milhões), de Arapongas (R$ 859 mil), e Francisco Beltrão (R$ 957 mil).
Se conseguir vender os cinco armazéns, a Conab ainda manterá outras cinco unidades de armazenamento no Paraná. São os complexos de Ponta Grossa, Cambé, Apucarana, Rolândia e Paranaguá. Juntos esses armazéns têm capacidade para abrigar 514 mil toneladas de grãos.
A venda dos armazéns faz parte de um plano de restruturação da Conab para reduzir gastos. A escolha das unidades colocadas à venda foi orientada por um estudo da companhia. Em todo o Brasil são 108 unidades para leilão.

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