São Paulo - O frigorífico Friboi anunciou ontem que as áreas da empresa expostas de alguma forma ao câmbio, juros ou matérias-primas (commodities), incluindo a financeira e a comercial, estão obrigadas a ‘‘zerarem’’ suas exposições diárias a riscos envolvendo qualquer setor operacional da companhia. Em comunicado ao mercado, a empresa informou que no terceiro trimestre, até 29 de setembro, os ajustes diários a contratos de hedge (proteção) acumulados nos três meses são positivos e superiores a R$ 300 milhões, principalmente oriundos das operações de proteção dos recursos disponíveis para as aquisições da National Beef, Smithfield Beef e Five Rivers, que foram anunciadas em março.
  ‘‘Os hedges das transações operacionais geraram neste trimestre relevantes resultados positivos, não consumindo assim o caixa e mantendo a estabilidade da rentabilidade da companhia’’, segundo a Friboi. ‘‘Em suas estimativas conservadoras, a administração da Friboi considera operar após o pagamento das aquisições com liquidez acima de US$ 500 milhões’’, acrescentou.
Segundo a Friboi, houve também valorização de cerca de R$ 422 milhões dos seus ativos que se referem a investimentos em empresas no exterior nos três meses até setembro. O frigorífico ressaltou ainda que a alta da moeda norte-americana trará ‘‘forte benefício’’ para a relação dívida líquida/Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no trimestre, com uma redução de ao redor de 0,4 vez no índice, já que a Friboi obtém atualmente mais de 70% de sua geração de caixa em dólares e a quase totalidade de sua dívida é denominada em reais.
  Na quinta-feira passada, depois do fechamento da Bovespa, a Sadia informou que teve prejuízo de R$ 760 milhões ao liquidar antecipadamente contratos no mercado de câmbio.

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