São Paulo As transportadoras rodoviárias vão aumentar os fretes entre 11% e 15% para repassar imediatamente parte do aumento de custos decorrente do reajuste de 20% no preço do óleo diesel, anunciado no dia 1º pela Petrobras. Segundo, o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC), Geraldo Vianna, a correção dos fretes será de 15,61% para lotações ou cargas completas (quando um só cliente lota o caminhão) e de 11,58% para os serviços de transporte de carga fracionada (com vários tipos de carga).
De acordo com Vianna, a participação do frete chega a 20% na formação do preço dos produtos agrícolas, de baixo valor agregado. Por isso, ele calcula que essa mudança representará um aumento de 3% no preço desses produtos. Já para os itens industriais e de alto valor agregado, em que o peso do frete é menor, o impacto do aumento deve ficar em 2% do preço final da mercadoria.
O diesel representa 25% dos custos das transportadoras rodoviárias de carga. Estudos da NTC mostram que o preço do diesel subiu 53,22% nas refinarias de fevereiro até novembro. No mesmo período, o óleo lubrificante aumentou 32%.
Em outras ocasiões, as transportadoras rodoviárias e os caminhoneiros autônomos não conseguiram repassar para o frete os aumentos dos custos por causa da grande concorrência que existe no setor rodoviário. ''Mas, desta vez, não vai ter jeito, pois o reajuste foi muito violento'', disse Vianna. Segundo ele, a época do ano também favorece a alta do frete. A produção industrial está sob o típico aquecimento de outubro e novembro e há falta de transportadores para determinados segmentos. ''Está faltando caminhão para carga frigorificada, por exemplo; e isso favorece as negociações para o transportador''.
O impacto do reajuste nos combustíveis foi discutido ontem, em São Paulo, durante reunião do Conselho Nacional de Estudos de Transportes e Tarifas (Conet), órgão ligado à NTC.

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