Os frentistas estão em negociação da data-base da categoria com o sindicato patronal. Neste mês estão sendo realizadas assembléias em todo o Estado para definir o reajuste salarial. Os trabalhadores querem a reposição da inflação (INPC) dos últimos 12 meses mais 10% de perdas e aumento real, o que totaliza 15,09%.
O piso da categoria é de R$ 439 mais um adicional de 30% de periculosidade, o que eleva o salário para R$ 570,70. De acordo com o secretário do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Derivados de Petróleo no Paraná, Valdir Luiz Dias, o sindicato patronal apresentou uma proposta para reduzir o salário dos funcionários para o patamar do salário regional do Paraná de R$ 437.
Os funcionários ainda querem o aumento de R$ 5 para R$ 10 no tíquete restaurante e no vale alimentação e cesta básica no valor de R$ 65. Ele acredita que o acordo entre patrões e empregados esteja concluído até final de março ou começo de abril.
O presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, disse que o repasse para o consumidor final vai depender do que for negociado com os trabalhadores. Segundo ele, um frentista custa hoje R$ 1.179 para os postos entre salário e encargos. ''O custo será repassado para os preços mas não sabemos se virá imediato ou aos poucos'', afirmou. Segundo ele, salários e encargos consomem 40% da margem de lucro dos postos. (AB)

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