Frentistas podem entrar em greve no Paraná
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os frentistas do Paraná podem entrar em greve a partir do dia 21 de junho caso não cheguem a um acordo sobre a negociação salarial. Desde 20 de maio, a categoria permanece em estado de greve. De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, Lairson Sena, os frentistas querem 18% de aumento salarial e 20% de reajuste no vale-alimentação. Segundo ele, o Sindicombustíveis-PR ofereceu 8,5% de reajuste salarial.
Na última segunda-feira, os trabalhadores fizeram uma manifestação na qual percorreram vários postos em Curitiba e que terminou em um estabelecimento na frente da Praça Osório, no centro da capital. Sena contou que no início da negociação o pedido de reajuste salarial era de 25%. Hoje, são 25 mil frentistas no Paraná, sendo 5 mil em Curitiba.
O presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, disse que os frentistas pediram para reajustar o piso no valor do salário mínimo regional de R$ 914. Hoje, o piso dos trabalhadores é de R$ 769 mais um adicional de periculosidade de 30%. Segundo ele, os funcionários ainda têm Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 120, seguro de vida, pagamento de hora extra e comissão sobre a venda de produtos como óleo, lubrificante e filtro. Com isso, de acordo com ele, o ganho médio mensal de um frentista fica em R$ 1.500.
Fregonese disse que o sindicato patronal ofereceu 7,16% de aumento para repor a inflação mais 1,5% de reajuste real. Além disso, seria pago o dobro da inflação sobre o vale-alimentação e a PLR. Ele afirmou que os trabalhadores querem também 50% do valor do piso como PLR.
Até agora, já aconteceram três rodadas de negociação desde abril. A data-base da categoria é 1º de maio. Deve ocorrer uma nova negociação, segundo Fregonese, ainda sem data marcada. ''O aumento dos salários dos frentistas vai gerar aumento de preço dos combustíveis para o consumidor final'', afirmou. De acordo com ele, hoje a folha de pagamento consome 60% da margem de lucro dos postos de combustíveis.


