São Paulo - Os líderes da Frente Brasileira contra a MP 232, que reajusta a tabela do Imposto de Renda em 10% e aumenta o imposto dos prestadores de serviço, vão hoje à Brasília para pressionar os deputados a votarem a medida provisória na sessão da Câmara. O movimento, que reúne 1315 entidades representativas de classes, querem que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), mantenha a agenda de votação e bloqueie a iniciativa do governo de adiar a votação.
''Fizemos uma advertência ao deputado Severino sobre o problema que o País sofrerá se a MP não for votada'', admitiu à Agência Estado o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral. ''Queremos a votação imediata porque temos certeza que o aumento de tributos será rejeitado e só será aceita a correção da tabela do Imposto de Renda'', afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. ''O momento é propício, porque nem a base governista tem unidade em defesa da MP 232'', disse.
De acordo com Amaral, a Frente realizou uma ''pesquisa informal'' na qual ''mais de 300 deputados'' mostraram-se contrários ao aumento de tributos previstos na MP. ''É hora de votar, porque senão a medida entra em vigor e teremos problemas seríssimos para pequenas empresas e prestadores de serviços'', argumentou.
A Frente também rejeita o projeto elaborado pelo deputado Carlito Merss (PT-SC) como alternativa para a MP 232. O texto é classificado pelo próprio parlamentar como ''muito diferente'' da proposta original, avaliação essa recusada pelos dirigentes da Frente. ''O texto do deputado Carlito Merss não é aceitável porque mantém a mesma base da MP 232. Conta até com alguns ajustes, mas não deixa de elevar a carga tributária e a burocracia para as empresas'', sustentou o presidente do IBPT.

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