Fraudes em combustíveis geram rombo de R$ 3 bilhões ao País
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Brasil perde, por ano, R$ 3 bilhões em arrecadação tributária e faturamento na indústria de combustíveis, por causa de todo tipo de fraude - adulteração dos produtos, sonegação fiscal na venda de etanol, prática de dumping (quando algumas empresas praticam um preço abaixo do valor de mercado), entre outros -, aponta a Associação Brasileira de Combate à Fiscalização (ABCF). Deste total, segundo estimativas do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-PR), pelo menos R$ 300 milhões são perdidos por ano somente no Estado.
Este assunto voltou à tona após a denúncia de um esquema de adulteração eletrônica de bicos de bombas em postos localizados no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, no último domingo. Entretanto, alerta a ABCF, além da irregularidade apontada pela reportagem do Fantástico, os mesmos três estados lideram o ranking em relação à prática de outros crimes envolvendo postos de combutíveis e distribuidoras.
''Seguramente, depois de São Paulo e Rio de Janeiro, o Paraná é o estado com mais problemas verificados. Em grande parte isto acontece porque muitos estabelecimentos compram de distribuidoras pequenas, ilícitas, ocasionando grande prejuízo ao consumidor com relação à qualidade dos combustíveis'', apontou Rodolfo Heck Ramazzini, advogado especialista em fraudes e falsificações e diretor de comunicação da ABCF.
Este tipo de problema também ocorre, segundo a ABCF, em postos sem bandeira, ou seja, que não trabalham com grandes distribuidoras. Rodolfo explica que estabelecimentos de bandeira são obrigados a comprar combustível com as distribuidoras com as quais eles têm contrato, dificultando qualquer tipo de irregularidade. Já aqueles postos sem bandeira ou de bandeira branca, compram álcool e gasolina de distribuidoras diferentes, sem vínculo com grandes empresas. ''Os empresários acabam comprando o combustível por um preço mais baixo mas de qualidade duvidosa. Tanto que nas operações realizadas em diversos estados quase a totalidade dos estabelecimentos com problemas não tinham bandeira'', afirmou Rodolfo.


