Fraudes em cheques têm aumento de 13%
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- As fraudes em cheques cresceram 13,33% no Brasil em 2006 em relação ao ano anterior, segundo balanço da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo. Levantamento da empresa constatou que o índice de fraudes neste meio de pagamento no País foi de 0,17% no ano passado, enquanto em 2005, o mesmo tipo de estudo registrou indicador de 0,15%. Toda adulteração no cheque é considerada fraude.
No Paraná, a situação foi inversa. As fraudes com cheques tiveram queda de 12%, o índice teve uma redução de 0,25% para 0,22%. O vice-presidente da área comercial e de marketing da Associação Comercial do Paraná (ACP), César Luiz Gonçalves, acredita que o empresariado do Paraná está preocupado em conceder crédito com mais cautela. ''O Paraná fecha as portas, o estelionatário procura outros estados'', disse.
A fraude pode ser realizada de várias maneiras. Uma delas é o fraudador pegar um talão e mudar os dados. Neste caso, ele usa um CPF bom e altera as informações. Outra situação é a fraude de documentos e a abertura de uma conta bancária com eles. Neste caso, a conta é válida mas o cheque é fraudado porque traz informações de uma pessoa que não é o fraudador. Outra forma de adulterar é pegar um cheque, escanear e imprimir com tinta colorida. Só quem tem experiência nota que o papel é fraudado.
Os lojistas tentam se proteger através de serviços oferecido pela ACP como o Confira Fone (para verificar se o telefone do cliente é verdadeiro), o serviço de garantia de cheque que garante os cheques sem fundo e entre 30% e 50% do valor dos cheques roubados. Outro serviço é a conferência de RG para saber se o documento é verdadeiro.
''Hoje não se pode abrir mão de solicitar e conferir os documentos dos consumidores na hora do recebimento de cheques, pois é muito comum que um cheque adulterado seja acompanhado de documentos falsificados. Daí, a importância de se treinar toda a equipe do estabelecimento para que ela seja capaz de identificar alguma tentativa de golpe'', disse o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto.
''As contas abertas por falsários têm nos preocupado, já que, nestes casos, a fraude acontece no próprio banco, por meio da abertura de conta corrente com documentos falsificados. Esta nova estratégia de fraude tem colocado o varejo numa posição bastante fragilizada, devido a dificuldade de comprovação e ressarcimento perante os bancos'', ressalta Praxedes.
No ano passado, o volume de cheques sustados teve um crescimento de 5,26%. O de cheques roubados recuou em 15,38% no Brasil.


