Curitiba – A Polícia Federal cumpriu ontem sete mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios de intermediários que atuavam no Paraná, sendo quatro em Pontal do Paraná e três em Curitiba. O objetivo da Operação Avatar é colher provas sobre a atuação de uma quadrilha especializada em fraudar a Previdência Social. A estimativa é que o prejuízo causado, até o momento, chegue a R$ 8 milhões.
  Segundo informações da PF e da Previdência Social, os intermediários são pessoas que se oferecem aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para apressar processos e conseguir vantagens, mediante pagamento. Esses segurados muitas vezes são lesados ou envolvidos em fraudes.
  As investigações foram iniciadas em outubro de 2010, a partir de denúncias apuradas pela inteligência do Ministério da Previdência Social, quando foi verificada a existência de concessões indevidas de benefícios de pensão por morte e aposentadorias por tempo de contribuição. As investigações identificaram uma quadrilha formada por contadores e técnicos de contabilidade, que falsificava documentos comprobatórios de vínculos empregatícios inexistentes. Esses vínculos eram inseridos nos sistemas informatizados da Previdência Social, para a obtenção de benefícios fraudulentos para si ou para terceiros.
  Até ontem já tinham sido detectados 80 benefícios previdenciários fraudados pela quadrilha. Com o resultado das buscas, outros benefícios poderão ser identificados na mesma situação. A Operação Avatar faz alusão à representação fictícia dos vínculos empregatícios implantados nos sistemas de concessão de benefícios.
  A ação contou com a participação de 33 policiais federais, nove servidores do Ministério da Previdência Social e ainda o apoio do Ministério Público Federal. As três instituições montaram uma espécie de força-tarefa para conseguir colher provas sobre a atuação da quadrilha.

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