São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, arrancou gargalhadas da platéia formada por centenas de empresários que participaram, na noite de terça-feira, em São Paulo, da entrega do prêmio ''Melhores e Maiores'' da revista Exame. Ao comentar o crescimento do País e da arrecadação de impostos, ele falou dos bancos, que têm apresentado os melhores resultados da história, e citou o Bradesco e o Itaú, ambos com lucros recordes no primeiro semestre.
''É lógico que a Receita Federal vai receber um bom pedaço desse lucro'', afirmou o ministro, causando algumas manifestações entre os presentes. Logo na sequência, emendou. ''E o devolverá à sociedade.'' A reação foi uma gargalhada generalizada na platéia.
Na terça-feira de manhã, o Itaú anunciou lucro de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre, o maior em 20 anos, e 35,8% maior que o valor obtido em 2006. Um dia antes, o Bradesco também havia anunciado seu melhor resultado para o período, com ganhos de R$ 4,007 bilhões. Até agora, os ganhos dos 10 bancos que apresentaram balanços do primeiro semestre apresentam crescimento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano passado, somando um total de R$ 10,9 bilhões, segundo a consultoria Austin Rating.
A revista Exame identifica anualmente as 500 maiores empresas do País e elege as melhores em resultados de 18 setores, além de escolher a melhor de todas, que este ano foi a Santa Elisa, do setor de energia. Por setor, as eleitas foram Officer (atacado), Fiat (auto-indústria), CBC (bens de capital), Natura (bens de consumo), Wirex (eletroeletrônico), Mantecorp (farmacêutico), Engevix (indústria da construção), Positivo (indústria digital), Samarco (mineração), Suzano (papel e celulose), Copesul (química e petroquímica), Visanet (serviços), Caraíba (siderurgia e metalurgia), Telemar (telecomunicações), Alpargatas (têxtil), TAM (transporte), Lojas Americanas (varejo), além da própria Santa Elisa (energia).

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