Franqueado é menos livre para decidir
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de junho de 1997
Agência Estado 
Há duas maneiras de começar um negócio, explica Romualdo Destro, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF): por conta própria ou por meio do franchising. Segundo ele, que cita dados do Sebrae, 80% dos negócios próprios fecham no primeiro ano de atividade; entre as franquias, o índice é de apenas 16%. É por isso que ele diz que abrir a empresa como franqueado é bem mais seguro.
A opção tem as suas desvantagens, ele reconhece. O grau de liberdade de trabalho é bem menor que numa atividade por conta própria. Isso porque, ao contratar uma franquia, o empresário não estará apenas abrindo um negócio. Ele terá regras a cumprir, diz.
Ao novo empresário são cedidos uma marca, um sistema operacional e um know-how, e o franqueador cobra por tudo isso. Há a taxa de franquia inicial e royalties mensais. Costuma haver também um fundo de propaganda para promoções da rede.
O franqueado tem de seguir normas preestabelecidas, para não desfigurar a marca. Ele não pode fazer modificações nos produtos oferecidos ou na forma de atendimento, por exemplo. A vantagem, diz Destro, é que ele enfrenta menor risco para se instalar, porque o franqueador o assessora não só na escolha do ponto como na instalação da loja.
Antes de fechar um contrato, Destro recomenda que o interessado pesquise bastante. Pode ser difícil ou até impossível transferir a franquia antes do término do contrato, diz.


