A indústria do frango do Paraná está tomando todas as precauções para não ter as aves atingidas pelas gripe aviária, também conhecida como peste aviária, informou ontem o presidente da Big Frango, Evaldo Ulinski. ''Dizer que nunca vai chegar aqui é impossível, mas temos todos os cuidados de higiene e a biosegurança é grande'', afirma Ulinski, lembrando que a atividade avícola é bastante importante no País.
A influenza aviária é uma gripe que têm 15 subgrupos virais, porém o mais grave é o H5N1, que se propaga atualmente no sul da Ásia, tido como o mais perigoso por mutar facilmente, podendo infectar também seres humanos. Não há, porém, nenhum indício de que ele possa ser transmitido de uma pessoa para outra.
''A influenza aviária é um vírus das aves e não somente do frango. O frango é a ave menos suscetível à doença pela forma em que é criado. Eles ficam fechados e separados nos aviários por telas'', opina o empresário. A gripe pode infectar aves de todas as espécies, sendo que o vírus se instala de preferência em patos silvestres que, no entanto, não adoecem. Galinhas e perus, bem como faisões e outras aves de caça, podem ser facilmente contaminados, ao contrário de pombos e aves aquáticas, mais resistentes.
Para Ulinski, os produtores, empresários do setor e o governo estadual tomam todos os cuidados para ter aves saudáveis. Um deles é a implantação da regionalização por Estado, que proíbe o transporte de aves vivas de um lugar para o outro. ''Essa regionalização está sendo implantada. Também foi criado recentemente um comitê sanitário avícola e, ontem, um subcomitê'', contou Ulinski.
Seres humanos foram infectados pelo vírus H5N1 pela primeira vez em Hong Kong, onde 18 pessoas adoeceram em 1997. Seis delas morreram. Em 2003, a doença se manifestou na Holanda, tendo afetado também seres humanos.

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