A produção avícola terá um selo de qualidade. A iniciativa, segundo o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Paulo Vellinho, será voltada para o mercado interno, já que as exportações têm regras próprias. O selo irá proteger o consumidor, valorizar o produto e evitar a concorrência predatória.
''Teoricamente, não há indústria clandestina no Rio Grande do Sul, mas na prática sabemos que há em pequena escala'', observou. A Asgav assinou hoje (4) protocolo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Secretaria de Ciência e Tecnologia e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapergs) para o desenvolvimento de um sistema estadual de sanidade avícola, do qual o selo fará parte.
O coordenador do Centro de Diagnóstico e Pesquisas em Patologias Aviárias da Ufrgs, Carlos Tadeu Pippi Salle, explicou que as entidades envolvidas no convênio irão definir, nos próximos seis meses, os projetos que irão apontar o orçamento e as regras de funcionamento do sistema. Depois deste período, a metodologia de avaliação começará a ser testada e o primeiro certificado de qualidade deverá ser concedido em um ano.
''O consumidor será beneficiado bem antes disso, pois os controles são anteriores à certificação'', avaliou Salle.
O sistema de sanidade tem três objetivos principais: a certificação da produção avícola (frangos e ovos), um programa de treinamento de recursos humanos e a ampliação da rede de laboratórios. O investimento ainda não foi calculado e deverá sair das fontes tradicionais de apoio à pesquisa, afirmou Salle.

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