Frango 'estilo caipira' chega aos supermercados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de setembro de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
Os supermercados do Paraná começam a receber, esta semana, o Frango Colonial Querência, desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC). O produto foi lançado ontem em Londrina, em parceria com a Frango Vit/Comaves, para supermercadistas, empresários do setor agroindustrial avícola, restaurantes e produtores.
Apresentando uma carne mais consistente e com menos gordura, o frango foi desenvolvido para atender uma faixa do mercado consumidor que busca um produto mais próximos à natureza, conforme classifica o industrial Paulo Muniz, da Comaves. Buscamos as condições mais naturais para o desenvolvimento do animal no manejo do aviária e na própria alimentação oferecida a ele, informa.
A alimentação do frango, criado em regime de semi-confinamento, é à base de milho, soja, gramíneas, vitaminas e minerais. Devido à grande ingestão do milho, o animal apresenta uma pele de cor mais amarelada que, aliado à consistência da carne e à apresentação de pernas mais longas, o assemelha ao frango caipira, criado solto nos quintais.
Para nós investidores o mercado de consumo é limitado e precisamos agregar valor a nosso produto, comenta Muniz. Segundo ele, a produção inicial será de 48 mil frangos Colonial por mês, o que representa apenas 2% do volume total de produção da Comaves. No entanto, essa produção representará um impacto de 5% a mais no faturamento da empresa.
Acreditamos que podemos dobrar a produção. O mercado consumidor nos acena para isso e, na medida que houver demanda, vamos ampliar o mercado, comenta Muniz. A produção está concentrada, por enquanto, na Colônia Witmarsum no município de Palmeira (70%) e cidades limítrofes de Londrina (30%). Essas serão as primeiras regiões a receberem o produto terminado.
O produto chega ao mercado por um preço um pouco salgado. O consumidor pagará o dobro pela carne do que paga no frango convencional: em torno de R$ 3,20 o quilo. A produção também é mais cara. Muniz informa que na parte alimentar, o Colonial custa 50% mais que o frango de granja. Outros custos adicionais ficam por conta da mão-de-obra e do ganho de peso da ave, que é mais lento. O Colonial demora, em média, 90 dias para ir ao abate, enquanto o convencional demora 45 dias.


