Frango está viabilizando colonos assentados no MS
A experiência da Comaves na industrialização da carne de frango também está alavancando o segmento no Centro-Oeste do Brasil, onde a associada Acauã Indústria Agroavícola deu início à produção em 1991. A indústria, estabelecida em Campo Grande (MS), abate hoje, utilizando apenas um dos seus dois turnos de capacidade, 33 mil aves por dia. O abastecimento é garantido por 130 granjas, mais 20 recentes aviários de assentados do Incra. O novo lote promoveu o incremento de 18% na oferta de frangos.
A iniciativa vem consolidando a produção de carnes no Centro-Oeste (MS, MT, GO e DF). O crescimento do abate de frangos na região foi de 1.130% entre 1990 e 1996. Em 1991, quando havia apenas a Acauã atuando, o abate foi de 507 mil aves. Em 1996, a soma da produção anual dos cinco abatedouros (Ceval, Frangosul, Avipal, Frango Ouro e Frango Vit/Acauã) passou de 60 milhões de aves.
O abate dos frigoríficos é de 350 mil cabeças por dia, mas a capacidade instalada é para 650 mil, porque o segmento confia que pode crescer 60% até o final deste ano. O setor aposta no avanço da tecnologia de alojamento de aves (aumentando o número de cabeças de 10 para 13 por metro quadrado) e no crescimento do número de aviários, dos 814 de hoje para 1.240 no fechar do ano.
Os aviários ficam em Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Caarapó e Paranaíba, onde operam os abatedouros. Outros municípios, num raio de 210 Km de cada abatedouro, também contribuem com a criação industrial de aves. Praticamente a metade dos municípios do MS está vinculada ao processo de parceria.
Pela integração, os abatedouros de MS fixam 750 famílias nas propriedades rurais, garantindo renda suplementar de 7 salários mínimos a cada família por mês. São gerados 2.500 empregos diretos e outros 5 mil indiretos.
Com Campo Verde, a Acauã também provou que o sistema de integração que levou do Paraná também pode beneficiar ex-colonos sem-terra. O assentamento, regularizado em 1989, fica em Terenos (50 km a oeste de Campo Grande).
O primeiro aviário do Campo Verde surgiu em 1993, para 8 mil frangos, e o segundo, para 11 mil, em 1996. Em seguida foram construídos mais cinco barracões. Os outros 20 recentes abrigam 240 mil aves a cada ciclo de 45 dias.
Do começo ao fim, os assentados contam com a Acauã: primeiro, na construção dos barracões, com financiamento do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), do Banco do Brasil, com aval da Acauã. Depois, a indústria entrega os pintinhos, atua como gestora do projeto, leva ração e busca a produção. (Com colaboração de Egidio Brizola).





