O presidente do Banco Central, Gustavo Franco, embarcou ontem à noite e hoje passa o dia em Washington em reuniões com autoridades do governo norteamericano e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Assessores do BC admitiram que Franco pode concluir as negociações e o formato do acordo com o Fundo.
Estes mesmos assessores informaram que o presidente do BC não leva pronta a Carta de Intenções a ser assinada. O teor da carta ainda está sendo discutido entre as autoridades brasileiras e do FMI. Uma missão brasileira chefiada pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, está em Washington desde o último fim-de-semana, tratando dos acertos do acordo.
Mesmo assim, na capital norteamericana questionam-se as razões para o Brasil estar demorando a fechar o acordo que prevê a disponibilização de recursos do Fundo para o País. Até agora, no entanto, não houve uma conclusão do volume de dinheiro do empréstimo ao Brasil.
Dentre os integrantes da equipe econômica, Franco foi o primeiro a admitir que o acordo com o FMI seria firmado a partir de uma Carta de Intenções. Exatamente da mesma forma como foi feito em acordos anteriores. Considerando as regras do FMI, a existência da carta de intenções pode significar que as metas constantes do documento poderão ser checadas a cada três meses pelos técnicos do Fundo. Esta é uma praxe que, até agora, vem sendo mantida pela instituição.
Também não está decidido se os recursos do empréstimo do FMI integrarão, de imediato, as reservas internacionais ou se serão apenas colocados à disponição do Brasil e usados somente quando necessários.
De Washington, Franco segue para a Basiléia, na Suíça, onde participará de reunião anual do Bank for International Settlements (BIS), considerado o banco central dos bancos centrais. No encontro, segundo assessores do BC, estarão os presidentes dos principais bancos centrais do mundo.

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