Brasília- Empresários franceses afirmaram ontem durante almoço com executivos brasileiros na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que confiam na economia brasileira e continuarão a investir em oportunidades de negócios com o Brasil. Segundo o presidente da Mouvement des Entreprises de France (MEDEF), Jean Burelle, uma organização similar à CNI na França, os empresários franceses procuram mercados e segurança para investimentos, por isso, procuram um ambiente fiscal e legislativo promissor.
''Confiamos na economia brasileira, mesmo que ocorram alguns sobressaltos e itens que devam ser melhorados. A economia da França também está longe de ser perfeita, temos problemas semelhantes como os trabalhistas e de tributação'', afirmou ele.
Hoje, o comércio entre Brasil e França colhe resultados positivos, como o da corrente do comércio bilateral que cresceu de US$ 2,42 bilhões em 1995 para US$ 5,2 bilhões em 2005. Mas de 2000 para 2004, os investimentos franceses diminuíram significativamente no Brasil, passando de aproximadamente US$ 2 bilhões em 2000 para US$ 485 milhões em 2004.
A França hoje caiu do sexto para o nono lugar na lista dos principais investidores estrangeiros no país. Em seu discurso durante o encontro, o primeiro vice-presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse que é importante incrementar ainda mais o volume do comércio entre os dois países e a presença do investimento de capitais franceses no Brasil. ''Hoje, o país tem muito mais oferecer ao investidor estrangeiro do que apenas, como outrora, a perspectiva de um promissor mercado doméstico'', disse ele.
Em sua avaliação, os fundamentos da economia são hoje muito melhores do que há vinte anos e, desde então, se registraram consideráveis avanços no sentido de tornar a estrutura jurídico-legal mais moderna e funcional.
Do lado brasileiro, participaram, além de Moreira Ferreira, representantes de grandes empresas do país, como a Embraer e a Eletrobrás. Os empresários franceses estão no Brasil acompanhando o presidente francês Jacques Chirac em visita oficial à Brasília.

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