Franceses definem parcerias
Cláudia Lopes

Paulo Wolfgang
Alex Canziani fala aos empresários franceses: ‘‘descobrindo o Brasil’’Uma segunda rodada hoje, às 11 horas, na sede do Frigorífico Sia pode concretizar parceria entre a empresa londrinense e a Jambon D’ Antan, produtora de embutidos na França, segundo José Cândido Miller Júnior, presidente da Codel - Companhia de Desenvolvimento de Londrina. A negociação começou ontem à tarde durante rodada promovida pela Codel, no Hotel Bristol, com três empresários franceses que desembarcaram no País no último dia 7 e oito empresas locais: Cativa, Siam, Kipão, Krys Belt Cosméticos, Vitturia Cosméticos, Bello’s Confecções e DupaliS Confecções.
A Jambon D’ Antan quer formar parceria com uma empresa brasileira para fabricar presunto defumado e atender o Mercosul. Passando a produzir no País, a Jambon conseguiria reduzir o preço de seu produto de US$ 6 para US$ 2,5 (100 gramas) já que a mão-de-obra brasileira é mais barata. A empresa vende, na França, dez toneladas/ano de presunto. O representante da Jambon também se reúne hoje com um fabricante de embutidos do distrido de Heimtal.
Os três franceses, que também visitaram o Rio Grande do Sul e Curitiba, conversaram com 20 empresários cada um. Eles ficaram impressionados com o potencial de Londrina. A representante do Departamento Industrial das Organizações das Nações Unidas (Onudi), Cécile Carlier, diz que os empresários franceses estão descobrindo o Brasil como ‘‘porta de entrada para o Mercosul’’. ‘‘Eles achavam que a melhor entrada para o Mercosul seria a Argentina, principalmente por causa da similaridade entre as culturas. O argentino é mais ligado à Europa. A mudança se deve a descoberta de um povo aberto às novidades’’.
Cécile conta que a atratividade do Brasil aumentou depois do Plano Real. ‘‘O fato da inflação ter sido contida, a visita do presidente Fernando Henrique Cardoso à França em 1996 e a decisão da Renault em instalar uma unidade em Curitiba despertaram o interesse dos franceses’’.

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