Rio de Janeiro – Em quatro encontros que manterá, a partir de amanhã, na Europa, com dirigentes dos maiores bancos do mundo, investidores, acadêmicos, integrantes de governos e profissionais da mídia, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, pretende ouvir muito a respeito do grau de apreensão em relação ao risco Brasil e as turbulências do mercado financeiro nas últimas semanas e tentará lhes transmitir que os fundamentos da economia brasileira são sólidos e que o futuro presidente da República, quem quer que seja, fará uma gestão responsável da macroeconomia.
‘‘Vou procurar convencê-los de minha tese usual, segundo a qual interessa ao próximo presidente da República manter a gestão macroeconômica ajustada, nos trilhos, exatamente para ele poder avançar em outras áreas’’, disse Fraga.
Embora não tenha especificado, ao falar de outras áreas Fraga referia-se, inclusive, a investimentos na área social e à prioridade que ganharão o setor industrial e as exportações, como tem se comprometido os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB).
O presidente do BC faz amanhã, em Londres, palestra sobre a situação da economia brasileira, seguida de uma reunião com um grupo selecionado de investidores. Na quinta e sexta-feira, Fraga estará em Paris para
novos encontros com grupos de investidores, acadêmicos e empresários.

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