Fraga, 'surpreendido', não fala em recessão
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quinta-feira, 16 de agosto de 2001
France Presse<BR>De São Paulo 
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, reconheceu ontem que a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano ''foi maior que o esperado'', ainda que tenha se negado a falar de recessão. ''Era esperada uma queda. Esta foi maior que a prevista tanto por nós como pelo mercado'', declarou Fraga em breve coletiva à imprensa.
O PIB brasileiro recuou 0,99% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, divulgou na quarta-feira o estatal Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
Fraga atribuiu a desaceleração ao momento de ''maior angústia'' que despertou a conjuntura interna e externa que o País enfrenta: a crise energética e a situação da Argentina, cujos problemas econômicos e políticos tiveram um forte efeito de contágio na economia brasileira, principalmente nas flutuações do mercado e a desvalorização do real.
O presidente do Banco Central afirmou que tanto a crise energética como a situação da Argentina são ''fatores transitórios''. Também negou que se possa falar em recessão: ''Pode-se dizer que o País está enfrentando choques sérios, mas também que as perspectivas de administração desses choques são boas, porque são de natureza transitória. Podemos olhar para a frente com uma visão positiva. Levando a sério a atual situação, mas com uma visão positiva'', concluiu.
Com essa perspectiva, reiterou o apoio ''a nossos colegas da Argentina'' para que seja resolvida a crise no país vizinho e este receba o apoio do Fundo Momnetário Internacional. Armínio Fraga ofereceu uma breve coletiva à imprensa no final de um fórum que debatia a autonomia do Banco Central.


