São Paulo - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, viajam aos Estados Unidos no próximo final de semana com a missão de convencer os banqueiros estrangeiros a reabrirem as linhas de financiamento às exportações brasileiras.
A princípio, será uma reunião, na segunda-feira pela manhã, na sede do Fed (o banco central americano) de Nova York, na qual estarão representantes dos ''bancos que têm o maior peso nos negócios com o Brasil, seja por sua presença aqui (no País), seja pelo número de linhas que nos oferecem'', disse ontem Armínio, ao anunciar a viagem. Segundo ele, foram convidados banqueiros americanos, europeus e asiáticos.
Diante das incertezas geradas pelas eleições brasileiras e por fatores externos, como a crise dos balanços das empresas americanas, muitos bancos estrangeiros congelaram ou reduziram as linhas de financiamento às exportações brasileiras.
Segundo o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Beny Parnes, do início do ano para cá, o crédito na banca internacional para o comércio exterior brasileiro diminuiu em cerca de US$ 2 bilhões.
Armínio ressaltou, no entanto, que as conversas não seguirão a mesma linha dos encontros que ele teve com banqueiros estrangeiros em 1999, após a crise cambial de janeiro daquele ano, também para que voltassem a oferecer linhas de crédito ao comércio exterior.
A equipe econômica quer desta vez que as instituições ''sinalizem o desejo de manter ou ampliar seus negócios com o Brasil'', que não se limitem apenas à restauração das linhas de comércio exterior.
O presidente do BC negou que a viagem tenha sido decidida porque o acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) não teria trazido os resultados desejados, que seriam a queda do dólar e a reabertura das linhas de financiamento ao comércio exterior.
Disse que o encontro com os banqueiros já estava acertado antes do fechamento do programa com o Fundo. Segundo ele, era necessário que antes das conversas com as instituições financeiras houvesse a confirmação do empréstimo do FMI.

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