Rio de Janeiro - O novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) vai diminuir os riscos de o país gastar recursos públicos com os problemas do sistema financeiro, como a quebra de bancos. ‘‘Tínhamos um sistema de pagamentos que acabava transferindo grande parte dos riscos, os riscos relevantes do sistema financeiro, para o Banco Central. No fundo, transferia esses riscos para o erário. Tínhamos um sistema em que situações de crise, como a quebra de uma banco, acabavam criando problemas em cadeia no sistema de pagamentos e a solução que surgia era transferir esse custo, ou boa parte desse custo, para o Banco Central’’, afirmou Fraga.
Para o presidente do BC, o novo sistema de pagamentos vai distribuir os riscos financeiros na economia e deixará a circulação de dinheiro mais protegida devido à implantação de novos mecanismos, como a liquidação financeira em tempo real e as câmaras de compensação.
Embora reconheça os custos de implantação do novo sistema, ele acredita que tais gastos deverão se pagar com ‘‘enorme sobra ao longo do tempo’’. O novo SPB está previsto para entrar em vigor no dia 22 de abril.
O presidente do BC participou de seminário sobre o SPB, promovido pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

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