Fracassam esforços para organizar mercado do café
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
France Presse 
Os esforços dos países produtores de café para organizar o mercado internacional do grão fracassaram, por causa do pouco comprometimento de países como o Vietnã, por exemplo, admitiu ontem o gerente da Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia (Federacafé), Jorge Cárdenas, em declarações ao diário El Tiempo de Bogotá.
Depois de recordar que há dez anos, quando foi rompido o pacto de cotas, os produtores se organizaram e trataram de salvar a situação do mercado com medidas políticas internas, Cárdenas assegurou que, ''agora fracassamos, não pudemos levar até o final o programa de retenção''.
''Muitos países que abraçaram o programa foram saindo por falta de recursos, de vontade política, de compromisso, cooperação com os demais ou simplesmente porque não lhes interessa. O programa funcionou até maio passado'', segundo o dirigente dos cafeicultores colombianos.
Explicou que os preços do café colombiano, como os de todos os cafés, ''chegaram na semana passada ao nível mais baixo que tivemos desde 1992, e a verdade é que essa situação não vai mudar. Sei que teremos outro ano com excesso de produção e que assim será por mais dois ou três anos isso está acontecendo com os cafés robustos fundamentalmente produzidos pelo Vietnã'', indicou.
No ano passado, as nações produtoras de café se comprometeram num plano de retenção de aproximadamente 10% da produção, para tentar impulsionar a cambaleante cotação do grão no mercado internacional, mas a medida não trouxe os resultados esperados e, na semana passada por exemplo, o preço chegou a somente 68,35 centavos de dólar por libra.
Cárdenas afirmou que no contexto da crise, os importadores de café ''nãoe stão evidentemente preocupados. Estão contentes por comprarem um café extremamente barato e que os preços aos consumidores não subam''.
Ao se referir à situação dos cafeicultores colombianos, o gerente da Federacafé reiterou que para que estes possam se salvar da crise, ''e preciso contar com pelo menos 100 milhões de dólares anuais nos próximos três anos, dinheiro que a Federação não tem''.


