Fracassa operação tartaruga em Foz
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quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaFiscalização da Receita Federal na aduana da Ponte da Amizade: rotinaA paralisação dos funcionários da Receita Federal em Foz do Iguaçu não atingiu a aduana da Ponte da Amizade, que liga Brasil e Paraguai - o ponto de maior movimento na fronteira. A regional de Foz do Iguaçu do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) havia planejado uma operação tartaruga para a aduana, mas a ameaça não se concretizou.
A administração da aduana informou que desistiu da operação tartaruga (quando todos os veículos que cruzam a ponte em direção ao Brasil são vistoriados) porque o número de fiscais era insuficiente e poderia provocar grandes congestionamentos. Ontem, trabalhavam no local apenas 12 fiscais. O número mínimo necessário para a fiscalização de todos os veículos e pessoas que cruzam a ponte seria de 45.
A fiscalização adotada ontem foi a de rotina, feita por amostragem. Mesmo assim, houve congestionamento na ponte. Ao meio-dia, os veículos demoravam pelo menos uma hora para cruzar a fronteira.
Segundo o presidente da Unafisco em Foz, Carlos Dávila, apesar de não parar a Ponte da Amizade, a manifestação atingiu 95% dos 275 funcionários da Receita. A Estação Aduaneira de Fronteira (Eafi) - que libera documentação das cargas que entram no País pela Argentina e Paraguai -, e a sede da Delegacia da Receita não funcionaram. No Aeroporto Internacional de Foz foi feita operação tartaruga na fiscalização de bagagens.


