Fracassa leilão de milho da Conab
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Apesar dos esforços da Conab em incluir novamente o milho do Paraná nos leilões de contrato de opção, o produtor não se rendeu às ofertas feitas pelo governo. Ontem, a Conab ofertou em todo o País 120 mil toneladas de milho, em 4.445 contratos de 27 t cada um e vendeu 52.866 t que correspondem a 44,04% do total.
O pregão ofertou 10 mil t, em 370 contratos, e comercializou apenas 19 contratos, ou seja 513 t. Através dos contratos de opção de venda, o produtor garante o direito de vender o milho ao governo na época da entressafra, se o preço praticado no mercado ainda estiver abaixo do mínimo como está atualmente. Pelas regras do leilão, o produtor vai receber R$ 7,45 a saca de milho, para entrega em 10 de novembro.
O fracasso dos leilões no Paraná preocupa a Conab. O técnico Lafaiete Jacomel acredita que o produtor não está sendo esclarecido sobre as vantagens de garantir a venda do produto agora e entregar depois, sendo que compensa para o produtor, mesmo arcando com os custos de carregamento do estoque. Outra vantagem para o produtor é que se o preço de mercado estiver acima ao ofertado pela Conab, ele não perde dinheiro e pode vender pelo melhor preço.
Em função dessas dificuldades, a Ocepar está pleiteando junto ao Ministério a liberação dos leilões de contrato de opção para as cooperativas. Segundo Jacomel, essa proposta seria a solução para a reação nas vendas de milho. A estrutura fundiária do Estado, onde predominam os pequenos produtores, é um dos fatores que dificultam o acesso aos leilões, embora não haja nenhum impedimento legal, frisou o técnico. É que através das cooperativas fica mais fácil o acesso aos leilões, pela melhor informação de seus dirigentes, apontou. Mas até agora o Ministério da Agricultura não acenou com nenhuma resposta positiva.
Jacomel arrisca dizer que o pequeno produtor não tem muito o que ganhar no segundo semestre porque esse ano existe muita oferta de milho no mercado e a safra é suficiente para abastecer o Estado e ainda sobra para vender ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo ele, a safra paranaense foi de 8,33 milhões de toneladas, incluindo a safrinha e o consumo no Estado deverá ser de 5,64 milhões de t.


