Fracassa greve dos caminhoneiros no PR
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segunda-feira, 26 de julho de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A dificuldade de articulação provocou o fracasso da greve dos caminhoneiros no Paraná. Ontem, o movimento de caminhões nas estradas foi considerado normal pela Polícia Rodoviária Federal. Já para o líder José Fonseca Lopes, da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), o movimento nas estradas foi 40% menor.
No Paraná, os caminhoneiros não aderiram à paralisação por gratidão ao governo federal que apoiou a categoria na greve ocorrida em março, no Porto de Paranaguá. ''Naquela época, os caminhoneiros foram indenizados pelos dias parados por causa de um acordo feito pelo governo e agora decidiram atender o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que pediu um prazo para atender as reinvindicações'', disse o líder do movimento União Brasil Caminhoneiros, Neuri Leobet, de Ponta Grossa.
Para Fonseca, da Abcam, a greve não foi percebida no Paraná porque ele pediu para que os caminhoneiros ficassem em casa ou parados nos postos de combustíveis, sem fazer piquetes. Fonseca admitiu que a adesão foi menor nos estados onde as estradas estão em melhores condições. ''Mas em Mato Grosso, Goiás e Tocantins, onde as estradas sumiram, os caminhoneiros paralisaram as atividades'', acrescentou.
Para o diretor do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam), Laertes José de Freitas, a greve não existiu no Paraná e em nenhum outro estado. Freitas disse que estava monitorando o movimento desde às 7 horas da manhã e não houve paralisação nos demais estados, como disse Fonseca.
Leobet não estava tão certo do fracasso do movimento. Ele confirmou a previsão de Fonseca de que muitos caminhoneiros permaneceram parados. No Porto de Paranaguá, o movimento de caminhões no pátio de triagem ontem chegou a 599 veículos. A assessoria do porto disse que o número de caminhões estava um pouco menor do que o previsto, considerando que a ferrovia está fechada em virtude de um acidente na semana passada. Após o acidente na ferrovia, o número de caminhões que se dirigem ao porto saltou de uma média de 630 veículos para 700 veículos.


