Foz do Iguaçu O combate ao contrabando do Paraguai para o Brasil ganhou um reforço, ontem, com a entrada em funcionamento de um triturador de CDs e objetos plásticos falsificados, em Foz do Iguaçu. O equipamento, que custa R$ 100 mil, foi doado pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF) e mais cinco entidades privadas.
O objetivo é agilizar a destruição dos produtos falsificados apreendidos principalmente na Ponte da Amizade. A meta é esvaziar o depósito da Receita Federal, ''para que as autoridades possam, então, voltar a fazer apreensões, que estavam paradas por não haver espaço para armazenar o material'', explica Valdemar Ribeiro, diretor-geral da associação.
O esforço das entidades é justificável. O País lidera o ranking mundial de comércio de CDs falsificados. O levantamento estima que de 40% a 50% dos compactos comercializados no território nacional sejam piratas. A fronteira é uma das principais portas de entrada de contrabando, junto com as alfândegas portuárias. Os dados são da APDIF.
Além do destruidor de plástico, a RF tem um triturador de cigarro, principal produto contrabandeado na fronteira. O fumo correspondeu a 40% das apreensões do ano passado, que somaram R$ 61 milhões. O delegado-chefe da Receita Federal, Mauro de Brito, acredita que esse volume não corresponde a 5% do total de mercadorias que entram no país via Foz anualmente, algo em torno de US$ 1,2 bilhão.

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