Mesmo tendo recebido no ano passado cerca de 2 milhões de turistas, Foz do Iguaçu - uma das cidades mais visitadas do País - ainda não está se beneficiando diretamente das facilidades econômicas que estão tornando as viagens mais baratas. O aumento da concorrência entre as cidades, a popularização dos pacotes para as capitais nordestinas e a ausência de um plano de divulgação mais agressivo da cidade paranaense têm feito cair a cada ano o número de turistas a Foz.
Em 1995, cerca de 3,8 milhões de pessoas estiveram em Foz. Já em 1996, este número caiu para 2,2 milhões. Nos últimos três anos, o fluxo de turistas caiu quase pela metade. Além disso, Foz registra uma diminuição do tempo de permanência do turista. Segundo dados do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Foz do Iguaçu, nos últimos dez anos diminuiu em 50% a permanência dos turistas na cidade. Em outras épocas, os visitantes passavam, em média, uma temporada de 15 a 20 dias. Atualmente, a permanência varia entre três e cinco dias. ‘‘O turista só permanecerá mais tempo em Foz se encontrar na cidade e na região um número maior de atrações’’, afirma o presidente do sindicato, Carlos Tavares.
Em sua avaliação, Foz do Iguaçu tem urgência em um plano de divulgação para fazer com que a rede hoteleira permaneça com altas taxas de ocupação durante todo o período de férias. ‘‘Infelizmente o que acontece aqui é que o turista vem uma vez e não volta mais’’.
O poder de atração que o Nordeste brasileiro exerce sobre os estrangeiros não é de todo mau para Foz. O maior fluxo de argentinos nas praias brasileiras durante as férias de julho, por exemplo, tem provocado um fenômeno curioso. Parte deste contingente inclui mais um destino em solo brasileiro para fechar a temporada no Brasil e faz ‘‘escala’’ em Foz do Iguaçu. É o caso do estudante André Valdano, 23 anos, um argentino que visita Foz pela primeira vez. Ele diz ter reservado para a cidade apenas dois dias de seu roteiro pelo Brasil. ‘‘Fiquei duas semanas em Natal (RN) para fugir do frio da Argentina. Agora, decidi por indicação de amigos conhecer as Cataratas’’, contou.
O contador Marcelo Delgado, 33 anos, de Buenos Aires, que também esteve pela primeira vez em Foz, reclamou da falta de opções de lazer da cidade. ‘‘Foz não tem muitas atrações. Precisa de mais lugares para diversão’’, criticou. Delgado aproveitava as férias escolares dos filhos Gustavo e Facundo para conhecer, também com a mulher, Jacinta, o lado brasileiro das Cataratas.Ney de SouzaEscala em FozDelgado com a mulher, Jacinta, e os filhos Gustavo e FacundoEdna Mendes

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