Foz já exportou 30% mais este ano
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quarta-feira, 14 de maio de 1997
Antônio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaCorredor de produtosPátio da Codapar teve movimento de exportação ampliado em 30%: os paraguaios lideram as compras no BrasilO volume de exportação por Foz do Iguaçu cresceu 30% nos quatro primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O Paraguai foi o principal importador de mercadorias brasileiras através da Estação Aduaneira de Fronteira (EAF). O reaquecimento no setor anima a Zona de Exportação de Foz do Iguaçu, que até 1993 era responsável pelo segundo maior volume de guias de exportação do País.
Depois da implantação do Plano Real - que trouxe defasagem do dólar frente ao real - esse é o primeiro sinal de reaquecimento das exportações através de Foz do Iguaçu. O setor, que entre 1992 e 1993 apresentava um volume de negócios que atingia cerca de US$ 1,2 bilhão, começou a viver uma das suas priores crises em 1994.
Em 1995, o Mercosul também foi um dos responsáveis pela queda. As facilidades conquistadas pelos importadores argentinos, paraguaios, chilenos e uruguaios fizeram os comerciantes optar pelas compras diretamente das fábricas, ignorando os atravessadores de fronteira.
O ano de 94, fase de implantação do Plano Real - que trouxe uma defasagem da moeda americana em quase 30% em relação ao real - foi a ponta do abismo para o setor. No primeiro semestre, as exportações giraram em torno de US$ 560 milhões. Porém, no segundo período do ano, os negócios fechados atingiam apenas US$ 360 milhões.
No ano seguinte ao Plano, as exportações caíram pela metade, ficando na casa dos US$ 450 milhões de dólares e, em 1996, tiveram um pequeno acréscimo incentivado pela banda cambial, ficando em pouco mais de US$ 505 milhões. Ainda assim, longe do volume exportador do início da década.
O ano de 1997 trouxe nova expectativa para as 400 empresas exportadoras da cidade. O volume de mercadorias negociadas até agora já atinge 30% a mais que nos quatro primeiros meses do ano passado, somando um volume de US$ 240 milhões. Mas isso ainda não foi suficiente para reabrir as portas de dezenas de exportadores que demitiram mais de 2 mil funcionários nos últimos dois anos.


