Foz do Iguaçu terá centro de minerais e pedras preciosas
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domingo, 09 de novembro de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaCaminho das pedrasNa escola de lapidação, adolescentes têm oportunidade de aprender a arte em curso de 4 meses de duração Um grupo de oito empresários - dos quais apenas um é brasileiro - está investindo US$ 14 milhões na construção de um parque turístico de exposição e venda de pedras preciosas e outros minerais em Foz do Iguaçu. O centro, que funcionará em uma pirâmide de vidro com cinco pavimentos, já começou a ser contruído a 200 metros do Rio Paraná e a menos de um quilômetro do Rio Iguaçu, junto ao Marco das Três Fronteiras (Brasil-Paraguai-Argentina).
A previsão é de que o parque esteja funcionando em dois anos e meio. Apesar de a região Extremo Oeste do Paraná não produzir pedras preciosas, Foz do Iguaçu está se transformando em um pólo de lapidação, fabricação e venda de peças de pedras e jóias. A explicação para essa tendência é a concentração de turistas na cidade, o terceiro centro de atração do País. O município vai sediar o Instituto Paranaense de Gemologia e Mineralogia.
Ney de SouzaVeio de futuroFachada do Mineral Park, que expõe, lapida e vende objetos aos turistas
Foz vai se transformar em um centro mundial de comércio de pedras, prevê Antonio Casado Morejón, um espanhol criado na Bélgica e que está no Brasil há 20 anos. Morejón é diretor-geral da empresa Mineração Gemas do Iguaçu S.A., que está instalando o parque na fronteira. Os outros sócios são 5 belgas e um italiano, além do brasileiro. O belga Eddy Vleeschdrager é um dos maiores especialistas em diamantes.
O grupo se instalou em Foz do Iguaçu há dois anos. Em agosto do ano passado, abriu uma escolinha de lapidação e, agora, está inaugurando uma feira de gemas (pedras lapidadas) e minerais, que vai funcionar aos sábados, domingos e feriados na área de 30 mil metros quadrados onde começa a ser instalado o parque.
Segundo Morejón, o local vai funcionar como um centro de lapidação, exposição e venda de pedras originárias de todo o mundo. As pedras de cor (como esmeralda, ametista e água marinha) serão compradas nos centros extratores brasileiros, principalmente no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. O Brasil responde por 60% da produção mundial dessas pedras.
As pedras brasileiras são de boa qualidade, mas mal exploradas e mal comercializadas, analisa Morejón. O objetivo da empresa é criar uma cooperativa para colocar no mercado internacional a produção dos mineradores brasileiros. Outro objetivo do parque, que será construído com o apoio da Federação Européia de Pedras Preciosas, é sediar o lançamento mundial de coleções de jóias.
A pirâmide que vai abrigar o centro terá 6.000 metros quadrados e será revestida de vidro e alumínio. Construiremos um dos prédios mais modernos do Brasil, afirma o arquiteto João Elias Saliba. Queremos transformar o parque em um centro de estudos e eventos na área da mineralogia, com atrações turísticas e profissionais, diz. O objetivo da empresa é criar um curso de gemologia no campus da Universidade do Oeste do Paraná.
Em agosto do ano passado, a Gemas do Iguaçu decidiu investir na formação de seus funcionários e criou uma escolinha de lapidação, que oferece curso para adolescentes. O diretor-geral da Mineração Gemas do Iguaçu, Antonio Casado Morejón, diz que já selecionou cinco ex-alunos.


