Apesar de ser uma das fronteiras mais movimentadas do Sul do País, Foz do Iguaçu ainda não possui pedilúvio, tapete especial para desinfetar calçados, que ajuda impedir a entrada de aftosa em território nacional. As aduanas nas pontes da Amizade (Brasil/Paraguai), Tancredo Neves (Brasil/Argentina), estão desprotegidas contra o vírus da doença, que pode ser transportado pelo homem e por veículos.
O Ministério da Agricultura, em Foz do Iguaçu, comunicou nesta semana que a instalação dos tapetes nas aduanas depende de uma ação conjunta com outros órgãos responsáveis pela zona fronteiriça – Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
‘‘O problema da Ponte da Amizade é complicado’’, resumiu o chefe do MA, em Foz, Gil Magalhães, frisando que a barreira não pode prejudicar o já tumultado trânsito na região. O pedilúvio é composto de uma esponja embebida em carbonato de sódio a 4%. A data para sua colocação deve ser definida nos próximos dias.
Em relação as medidas antiaftosa no Aeroporto Internacional de Foz, Magalhães afirmou que a cidade não recebe vôos regulares da Europa e de países do Mercosul, em especial da Argentina, portanto não há necessidade de colocar o tapete. ‘‘Quando algum vôo charter desembarcar na pista, o tapete será colocado’’, garantiu o chefe do Ministério da Agricultura. O Ministério, em Brasília, anunciou a instalação de 43 tapetes em aeroportos do Brasil na segunda-feira, porém menos de cinco foram colocados.
Curitiba Oito tripulantes de um avião cargueiro, que chegaram ontem de Luxemburgo no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, inauguraram o tapete especial para combater o vírus da febre aftosa. A medida foi adotada pelo Ministério da Agricultura para evitar que turistas europeus e argentinos tragam o vírus da doença para o Brasil. Além de Curitiba, os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, adotaram a medida.
O tapete especial – chamado de antiaftosa – é utilizado pra desinfetar calçados de passageiros que podem ter entrado em contato com o vírus da doença. O objetivo é prevenir que passageiros e tripulantes tragam o vírus da febre aftosa para o Brasil. Produto semelhante tinha sido instalado no Afonso Pena na última sexta-feira, mas não foi aprovado por causar manchas nas roupas e ter um cheiro desagradável.
O produto instalado ontem mede cerca de 1 metro quadrado e é colocado na base da escada dos aviões utilizada por passageiros que embarcaram em países da Europa e Mercosul. A frequencia desses passageiros em Curitiba, segundo informou a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é pequena, mas o tapete vai continuar no aeroporto até que o Ministério da Agriculta descarte a possibilidade de riscos de entrada do vírus no País.
Os principais focos da febre aftosa são países da Europa, Argentina e Reino Unido. O primeiro caso na Inglaterra foi registrado no último dia 19 de fevereiro, no Sul daquele país.(Colaborou Katia Michelle, de Curitiba)

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