Foxconn e Governo discutem fábrica no País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Flávia Foreque <br> Folhapress 
A empresa taiwanesa Foxconn pretende instalar no Brasil duas fábricas para produção de telas sensíveis ao toque, utilizados em tablets, alguns modelos de celulares e televisões, segundo afirmou ontem o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Ele participou de uma reunião de cerca de três horas, no Palácio do Planalto, entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente mundial da empresa, Terry Gou.
O investimento pode alcançar US$ 12 bilhões em cinco anos, mas Grou ressaltou que o prazo depende da capacidade da engenharia local em receber toda a tecnologia necessária. Seis estados estão na disputa para sediar o investimento. O Paraná está oficialmente no páreo com Londrina e Maringá. As cidades do Norte e Noroeste do Paraná apresentaram um amplo projeto em conjunto mostrando as potencialidades da região em termos de mão de obra, recursos naturais e infraestrutura.
O ministro afirmou que ainda não há prazo para a instalação das novas fábricas, mas destacou que a Foxconn tem uma ''visão otimista'' em relação ao Brasil, terceiro maior mercado de computadores e quinto maior fabricante.
''É um país que vai ter a Copa do Mundo, Olimpíadas. Nós vamos ter também um forte programa de inclusão digital nas escolas públicas, com tablets, laptops, notebooks. É uma demanda do Estado brasileiro de 70 milhões de estudantes. Tudo isso estimula esse investimento'', afirmou.
A expectativa do governo é de que junto com as fábricas, empresas de componentes da área de computação também se instalem no País.
Exigências
O ministro apontou uma série de pré-requisitos necessários para a instalação de uma fábrica desse porte, que exige alto consumo de energia, água, logística e qualificação profissional. ''Precisa de um aeroporto internacional que dê suporte a voos diários para poder suprir os componentes que são necessários nessa indústria. Portanto, a escolha do local tem exigido uma pesquisa bastante complexa'', disse Mercadante, completando que o ''BNDES é indispensável nessa operação, e tem participado de todas as negociações''.


