Fox esclarece distribuição em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Cláudia Lopes 
O superintendente da Fox Distribuidora de Combustíveis, de Curitiba, Augusto César Tramujas Samways, procurou a Folha para esclarecer que a sua empresa não tem qualquer ligação com as denúncias de adulteração de gasolina em Londrina feitas na semana passada pelo secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, José Tavares.
Uma foto publicada na sexta-feira na Folha Economia mostrava um caminhão da Fox distribuindo combustível em Londrina. O posto que recebia o produto era de outra bandeira, mas não avisara isto aos consumidores. Na mesma página, o jornal divulgava informações do secretário José Tavares segundo as quais estaria havendo venda de gasolina batizada na cidade. Samways entende que o fato de as matérias, com assuntos relacionados, terem sido publicadas lado a lado, teriam induzido à idéia de que a sua empresa estaria operando com combustível adulterado. A reportagem não trazia nenhuma acusação contra a distribuidora.
O empresário destaca que o descarregamento do combustível foi feito de maneira transparente no posto em Londrina. Além do caminhão estar identificado como sendo da Fox, o motorista estava uniformizado. Presidente da Brasilcom - Sindicato das Distribuidoras Regionais de Derivados de Petróleo e proprietário da Fox, Samways afirma que sua empresa, registrada na Agência Nacional de Petróleo (ANP), opera com correção e seriedade e diz que, como presidente do sindicato, vem há três anos denunciando problemas de adulteração de combustíveis e de sonegação fiscal às autoridades. Queremos coibir esta prática, diz.
O problema da gasolina adulterada é maior no Paraná em cidades próximas ao estado de São Paulo e é decorrente de maus empresários que, através da obtenção de liminares na Justiça para não fazer a substituição tributária, sonegam os impostos e, como vendem grande volume, conseguem adulterar. Nos dois casos, o consumidor final perde. Além de comprar produto manipulado, paga o ICMS que não é recolhido ao Estado. O proprietário da Fox afirma que a maioria das empresas que está adulterando gasolina tem liminares na Justiça.
Segundo Samways, a melhor forma de coibir a adulteração do combustível é através de fiscalização atuante e de um Judiciário atento. A abertura de mercado não contribuiu para o aumento da sonegação. Na época em que o setor era cartelizado, o problema já existia, lembra.


