Curitiba A produção de veículos no pólo automotivo do Paraná está passando por um ''boom'' de crescimento neste primeiro trimestre de 2005, enquanto a produção nacional apresenta tendência de desaceleração. A expectativa para as montadoras paranaenses é crescer entre 40% a 50% este ano, ao contrário da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que prevê um crescimento de 7% na produção nacional de veículos este ano.
No Fox, novo modelo de veículo da Volks, o aumento na produção de ônibus da Volvo e o aumento das exportações estão garantindo o crescimento no pólo paranaense, disse ontem o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Clementino Tomaz Vieira. Segundo o sindicalista, o ritmo na fábrica não consegue atender a demanda pelo Fox, um veículo bastante procurado em função do novo modelo e do preço competitivo, em torno de R$ 25 mil, em média.
No pólo automotivo, a produção de veículos e máquinas agrícolas subiu, neste primeiro trimestre, de 49.452 unidades para 70 mil, resultado que superou a produção anual do pólo em 1999. Naquele ano, iniciaram as atividades das novas fábricas que se instalaram na Região Metropolitana de Curitiba, quando foram produzidas 57 mil unidades.
Conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), nesse primeiro trimestre o pólo automotivo paranaense respresenta o equivalente a 12% da produção nacional, meta que sempre quis alcançar. Em anos anteriores, ficava abaixo de 10%.
Não fosse o fraco desempenho da Case New Holland, fabricante de máquinas agrícolas, que está sendo afetada pela queda da renda do agronegócio, o resultado do pólo seria ainda melhor, ressaltou Vieira. Todas as empresas registraram aumento de produção nesse primeiro trimestre. A campeã foi a Volkswagen, com os veículos Fox, Golf e Audi. O Fox representa 80% da linha de montagem, cuja capacidade está esgotada. ''Não há mais espaço para contratação de um trabalhador e fabricação de mais um veículo'', disse Vieira.
A Volks aumentou a produção de 20 mil unidades no primeiro trimestre do ano passado para 49 mil unidades no mesmo período desse ano, que correspondeu a uma elevação de 89,66%. Por outro lado, o Audi caiu 32% em função da redução da demanda. A Volvo ampliou a produção em 17,82% com a fabricação de 5.910 unidades entre caminhões e ônibus. Somente a linha ônibus cresceu 88%, passando de 118 unidades no ano passado para 222 unidades no período janeiro a março deste ano.
A Renault ampliou a produção em 5,37% com 16.533 unidades. A Case New Holland, foi a exceção com uma queda de 38,09% na produção total. O setor mais afetado da empresa foi a fabricação de colheitadeiras, cuja queda foi de 73,33%.

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