Com a concorrência cada vez mais acirrada, o setor de fotocopiadoras investe em diferenciais para se manter no mercado. Em Londrina, é comum ver em bancas de jornais, papelarias e bazares máquinas de fotocópias, que prestam serviços a custos menores e concorrem diretamente com as empresas de grande porte. Os preços das fotocópias variam, em média, na faixa de R$ 0,05 a R$ 0,10.
Na MC Cópias, considerada uma das fotocopiadoras mais antigas da cidade, com 26 anos no mercado, o caminho foi investir em diferenciais como estamparias com impressão a laser, acabamentos, plotagens, dobradura e computação gráfica. ''Quem não se moderniza, não sobrevive no mercado'', destaca o gerente da loja, Alexandre Huhmann. Com produção média de 500 mil cópias por mês, a
empresa destaca a importância de clientes mensalistas, de empresas e escritórios. ''Nós fazemos a coleta do produto e entregamos sem a cobrança de taxas. É uma forma de manter a fidelidade do cliente'', disse.
Já o gerente da Aquarela Cópias, Clóvis Micheletti, em funcionamento desde 1993, o mercado de fotocopiadoras está em ''colapso''. Para se manter, a empresa passou por uma grande diversificação e também funciona como loja de conveniência e happy hour, para aproveitar o espaço da loja. ''Não temos mais lucros nas cópias e é necessário que o setor se una para sobreviver.'' Com o mercado livre, ele critica a prática de preços. ''O preço do papel em quase dez anos triplicou e o preço médio da cópia continua sendo R$ 0,10; não há condições de trabalhar dessa maneira, ainda mais com lojas não especializadas, e que não investem em tecnologia, concorrendo com preços mais baixos'', ressaltou. Na loja, que já chegou a tirar 450 mil cópias/mês; hoje, não chega a 100 mil.
Para o proprietário da London Cópias, Sandro Gouveia Cremonez, o diferencial da sua empresa foi continuar investindo em fotocópias tradicionais, coloridas e em preto e branco. ''Tentei investir em outros serviços, mas não deu certo. O nosso diferencial é a qualidade do atendimento e a rapidez do serviço'', diz. Quanto ao aumento prestação de serviços de cópias, em estabelecimentos comerciais não especializados no ramo, Cremonez não avalia como forte concorrência. ''Eles acabam atendendo serviços de pequeno porte, mas os grandes são sempre feitos por fotocopiadoras especializadas.'' Com faturamento mensal entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, na sua opinião, o mercado não está saturado.
Na Papelaria Londrina, há oito anos é oferecido o serviço de fotocópias, com tiragem média de 50 mil cópias. A proprietária, Ivone Pires Gazda, admite que o preço cobrado é menor do que o oferecido na maioria das fotocopiadoras. ''Não busco lucro, mas o serviço chama mais clientes para a loja. É um diferencial que ofereço'', afirmou. Quando questionada sobre o fato dessa prática atrapalhar as lojas especializadas, ela disse que o ''mercado é livre e que cada um tenta se adaptar como pode.''

mockup