Fórum une analistas na defesa da política cambial do governo
Fórum une analistas
na defesa da política
cambial do governo
Agência Estado
A necessidade de trabalhar, a médio prazo, para reduzir os déficits fiscal e em conta corrente e o apoio à política cambial do governo foram os principais pontos em comum entre os diversos debatedores do 10º Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), segundo o coordenador da entidade, o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso. O encontro, realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, foi encerrado ontem com dois debates, sobre Cidadania, Desigualdade e Pobreza e Imprensa, Poder e Sociedade.
O ex-ministro apontou que houve uma convergência de opiniões em vários temas, como por exemplo a classificação de inativos e pensionistas como um problema não de pessoal, mas de Previdência. A partir desse reconhecimento, podemos discutir como a União vai montar os fundos de pensão do funcionalismo público, disse.
Segundo Reis Velloso, o problema do déficit em conta corrente depende de uma política de importações mais equilibrada. Precisamos competir melhor nas importações: é bom que elas cresçam, mas não da forma como cresceram nos últimos anos.
Ele destacou também que o governo terá de atacar o déficit de serviços, que está alto e deverá subir ainda mais. O ex-ministro deu como exemplo o caso dos fretes para exportação e da área de turismo, onde o problema é mais visível. E, embora defenda o câmbio flexível, Reis Velloso disse que, no atual cenário econômico, é preferível que o governo mantenha a política de câmbio fixo.





