Fórum questiona empresa que define preço da Copel
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de maio de 2001
De Curitiba 
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel estão questionando a competência técnica de uma das empresas contratadas pelo governo do Estado para definir preço mínimo e forma de privatização da estatal de energia paranaense. A Booz Allen & Hamilton do Brasil Consultoria foi a escolhida para executar o chamado Serviço A da modelagem e formatação da Copel, prevista para ser privatizada em outubro deste ano.
Avaliação feita pela Austin Asis, fundação de consultoria comandada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Alberto Borges Matias, constatou que a Booz Allen não teria experiência para atuar no setor público, já que seus clientes são grandes grupos privados. Por causa disso, a empresa não teria sensibilidade para as questões sociais que envolvem uma empresa pública, como é o caso da estatal paranaense.
O relatório de Matias foi feito quando a Booz Allen atuou no processo de privatização do Banco da Amazônia S/A (Basa) e do Banespa, de São Paulo. Um dos projetos do Fórum da Copel é contratar o trabaho de uma consultoria semelhante.
Única concorrente, a Booz Allen vai fazer o Serviço A a definição de preço da estatal. Vai receber R$ 749 mil pelo trabalho. O Serviço B está sendo realizado pelo Consórcio Diamante, liderado pelo Banco Kleiwort Benson e com participação dos bancos Dresdner e Fator, Ulhôa Canto Rezende, Guerra Advocacia e JP Engenharia.
A função do consórcio Diamante será apresentar formas alternativas de privatização da companhia elétrica. Formada por cinco empresas, a Copel é uma holding. O consórcio poderá sugerir a venda de toda a holding ou fracionada por empresas, para diferentes compradores. Os dois consórcios que atuam na modelagem têm prazo até meados de agosto para concluir o trabalho. O governo pretende vender a estatal até o final do ano.


