Fórum pode retomar 'vigília'
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel se reúne hoje à noite em Curitiba para debater novas estratégias de mobilização. Os organizadores ameaçam espalhar fotos dos deputados estaduais que fazem parte da base de sustentação do governo se o processo de privatização da estatal continuar.
De acordo com o coordenador geral do Fórum, Nelton Friedrich, o objetivo é barrar de vez a venda. Em entrevistas à imprensa em Curitiba e Londrina, o governador Jaime Lerner (PFL) tem dito que o processo de privatização da Copel será reaberto ainda neste ano (leia nesta página).
Uma lista com os nomes e fotos de deputados que votaram contra o projeto de iniciativa popular que proibia a venda da estatal será divulgada pelas 426 entidades integrantes do Fórum. Além disso, os participantes podem retomar as vigílias, com velas, tochas e faixas, em frente às casas dos políticos.
Outra estratégia do Fórum, adiantada pelo advogado Guilherme Aminthas, é denunciar na Justiça as 29 parcerias que a Copel firmou com a iniciativa privada. Alguns dos contratos, abordados em ampla reportagem da Folha no último domingo, estão sendo questionados na Justiça. O objetivo é reverter as parcerias, que teriam beneficiado diretamente ex-funcionários de alto escalão da Copel e aliados políticos do governo do Estado.
Investigação A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está analisando 57 contratos firmados pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). A investigação começou em junho deste ano, desde o desmembramento da estatal nas empresas de Geração, Transmissão, Telecomunicações e Distribuição.
Segundo a assessoria de imprensa da agência, todos os contratos que estão em vigor estão sendo analisados pela área de Fiscalização Econômica e Financeira. Não há prazo para que a investigação termine. A Aneel informa só divulgará informações quando todos os documentos tiverem sido analisados.
Contratos que tenham comprometido de alguma forma o equilíbrio financeiro e econômico da Copel podem ser anulados. Para isso, a Aneel instaura um procedimento administrativo.
Desde 1998, estima-se que a Copel tenha firmado 29 parcerias com empresas privadas, terceirizando serviços lucrativos, como a comercialização de energia fora do Paraná. Essa atividade foi repassada a Tradener, mas o contrato com a empresa está suspenso por ordem judicial.(Ellen Taborda





