A tecnologia da saúde norteou o VIII Fórum Londrina Tecnópolis realizado ontem com a participação de profissionais da área, empresários, estudantes e representantes de universidades. Segundo Tadeu Felismino, coordenador executivo da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), o interesse é resultado do desenvolvimento que a área médica teve nos últimos meses. ''A intenção do Fórum é descobrir as competências e os gargalos dos envolvidos e contribuir para a solução'', frisou.
Além da Adetec, também figuraram como organizadores do evento a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Associação Médica de Londrina (AML) com apoio da Milênia Agrociências. Entre as empresas convidadas estava a Angelus que desenvolve insumos odontológicos.
Nascida há 10 anos na incubadora industrial de Londrina, a Angelus usa o conhecimento produzido, por exemplo, no Centro Tecnológico da Aerononáutica (CTA) e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). ''A produção em si é terceirizada, cabendo aos 30 funcionários da empresa os serviços administrativos, montagem, embalagem e envio dos produtos aos clientes'', finalizou o presidente da empresa Roberto Alcântara.
A Ceddo Radiologia e Documentação Odontológica apresentou seu trabalho em marketing de relacionamento desenvolvido com funcionários, dentistas e clientes em toda região. Segundo o consultor da empresa Henrique Nakama, a participação no Fórum é importante para aumentar a visibilidade e aprimorar o serviço em todo o Estado.
No entanto, o principal convidado da tarde foi a Hexal do Brasil que, no próximo dia 15, inaugura sua fábrica de medicamentos, em Cambé. Por enquanto, a multinacional de origem alemã passa pela fase de validação (teste do processo produtivo) que deve terminar em outubro e prosseguir com os trâmites burocráticos até o final do ano para somente em janeiro de 2005 iniciar a produção. De acordo com a diretora de relacionamento corporativo, Telma Santos Salles, a intenção da Hexal é aproveitar tudo que o Paraná possa oferecer ao seu desenvolvimento. ''Mas, até agora, sua maior contribuição tem sido mão-de-obra especializada'', concluiu.

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