Foz do Iguaçu Trabalho e saúde foram os dois principais temas abordados ontem na abertura do 1º Fórum de Debates sobre Integração Fronteiriça, em Foz do Iguaçu. O evento se encerra hoje com um painel de comércio e a elaboração da carta do evento.
O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), frisou que a cidade enfrenta uma crise econômica por causa do aumento da fiscalização da Receita Federal em cima do comércio informal, o que acabou agravando o desemprego na região trinacional.
O problema teria levado ao aumento das mazelas sociais na fronteira. Somente Foz e Ciudad del Este têm juntas uma população de 510 mil habitantes, destes mais de 100 mil estariam desempregados ou na economia informal (19% do total).
O presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, senador Roberto Requião (PMDB), fez críticas a entrada do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca), por considerar que será prejudicial para a economia nacional por causa da concorrência com produtos norte-americanos.
Foi discutida ainda a alta procura de pessoas residentes no país vizinho que procuram atendimento médico na Santa Casa Monsenhor Guilherme. Dos 10 mil atendimentos mensais realizados pelo hospital, 13,5% são destinados para esse público, embora o município não receba recursos do SUS.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara de Deputados, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), prometeu levar as reivindicações ao Ministério da Saúde.
Também participam do evento os embaixadores do Brasil no Paraguai e Argentina, respectivamente, Luiz Augusto de Castro Neves e José Botafogo Gonçalves.

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