Cerca de 120 representantes da Argentina, Paraguai e Brasil estão reunidos em Foz do Iguaçu para apresentar projetos de interesse geral e discutir problemas comuns enfrentados pelos países vizinhos, como diferenças na legislação, questões fitossanitárias, trabalho itinerante na região de fronteira e a criação da zona franca argentina.
O Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul, iniciado ontem e com programação até esta tarde, conta com a participação de diretores de empresas, entidades assistenciais, órgãos públicos e associações comerciais de Puerto Iguazú (Argentina), Ciudad del Este (Paraguai) e Foz. Além de discutir os temas apresentados, outro objetivo do encontro é reunir propostas concretas que ajudarão a desenvolver melhor a tríplice fronteira e apresentá-las ao embaixador José Botafogo Gonçalves, representante do Brasil no Grupo Mercado Comum do Mercosul (GMC) que estará participando dos trabalhos hoje. ‘‘Além de conseguir apontar erros e acertos do relacionamento entre os países, poderemos expor estes e outros assuntos ao embaixador, que é o principal canal de comunicação com os presidentes de cada nação’’, explicou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Foz (Acifi), Tibiriça Bôtto Guimarães.
Um dos principais temas tratados no encontro foi o turismo na região, tanto o ecológico, como o de eventos e de compras. Entre as várias conquistas já alcançadas pelo GMC, está o Instituto Polo Internacional Iguassu, entidade sediada na Argentina e que tem com objetivo estreitar as relações sociais, políticas, econômicas e sociais dos habitantes da fronteira.
Para o presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, Roberto Javier Rios, a criação da zona franca argentina, cujas obras foram iniciadas em julho (veja reportagem nesta página), também deverá impulsionar o movimento turístico na região.
‘‘Estamos desenvolvendo um projeto onde todos poderão participar, seja brasileiro, argentino ou paraguaio. Mas para isso, é importante manter um comitê que coordene este grande centro, fazendo com que todos respeitem as exigências básicas de um tratado aprovado por todos.’’

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